Hora de variar o terreno: conheça os benefícios de correr na grama

Adicionada em 22 de outubro de 2008

Se você costuma usar sempre o mesmo tipo de solo para a prática do treinamento de corrida, está na hora de tirar os pés do asfalto e colocá-los para correr na grama. Com isso você vai melhorar a estabilidade e a proteção das articulações.

Para Marcos Paulo Reis, diretor técnico e treinador da Assessoria Esportiva MPR, correr na grama tem um benefício garantido: baixo impacto do solo.

Ao correr na grama, também é possível executar a técnica de corrida de forma correta. Como o amortecimento é muito bom, o corredor consegue definir melhor o apoio e o empurrão final dos pés. O ideal seria que o atleta fizesse 25% do seu treino no asfalto e o restante na grama e na terra batida, pois o risco de lesão é muito menor”.

Correr na grama é mais difícil?

Apesar do grau de dificuldade maior , esse tipo de solo é mais recomendado para treinos leves e regenerativos. “Correr na grama não permite tração dos pés com o chão, o grau de dureza menor promove um alívio para as articulações. Recomendo pelo menos uma vez por semana e pode ser intercalado com corridas em outros tipos de solo, como na terra”, sugeriu o treinador e personal trainer Emerson Bisan, da Nova Equipe Assessoria Esportiva.

A grama irregular também exige mais estabilidade da articulação do tornozelo e favorece o trabalho de propriocepção.

Como a grama não permite tração imediata, ela pede uma exigência muscular maior para a execução dos movimentos dos pés por conta do estímulo mais lento em relação ao chão”. (Emerson Bisan)

Para ele, o ideal é correr em locais com grama baixa e poucos buracos. “Se ela estiver muito fofa ou alta, pode cansar demais”, adverte.

Descanso dos treinos longos

A maratonista Simone Prada garante que correr na grama pelo menos duas vezes na semana é uma ótima estratégia.

A sensação térmica refrescante de correr na grama é o mais gratificante durante a corrida, pois além de prevenir dores nos pés, também evita o surgimento de bolhas. Recomendo correr devagar e sempre durante o dia, porque durante a noite é difícil de enxergar os buracos. Assim o corredor evita levar tombos, como já aconteceu comigo na USP”.

O treinador Marcos Paulo aconselha o corredor a correr na grama, na areia batida, no pedrisco, na esteira e na estrada de barro no treino para variar  o terreno e não deixar seu corpo se adaptar a todos eles. “Com certeza, o atleta terá menos lesões nos joelhos e na canela”, garantiu.

E aí, você gosta de correr na grama?

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